Utilizar o «pensamento contrário»
O pensamento contrário consiste em detectar oportunidades quando a grande maioria têm medo ou está desiludida. É fechar as nossas posições em carteira enquanto a multidão está absurdamente eufórica com as grandes subidas. O pensamento contrário não é fazer tudo ao contrário, mas ter perspectiva crítica e usá-la a partir da nossa percepção do estado do mercado. Serve para agir quando a multidão faz algo de exagerado, seja no sentido do absurdo, impulsividade, medo, euforia, etc.O nosso comportamento em multidão é pouco esperto. É natural na condição humana ceder para agradar a quem nos rodeia. Os investidores profissionais sabem usar o pensamento contrário e especializam-se em fenómenos de mercado bem definidos. Ficam sintonizados em determinados comprimentos de onda que alertam sobre oportunidades excelentes. Isto acontece porque a aprendizagem na experiência aumenta a inteligência. A inteligência consiste muito na capacidade de separar, por isso o que anteriormente viamos como «tudo a mesma coisa» passa a ser claramente distinto. A experiência dá-nos sensibilidade para detectar padrões em fenómenos que anteriormente pareciam fruto do acaso. É começar a ver coisas que anteriormente não viamos, embora estivessem bem à nossa frente.
Poderá identificar o comportamento da multidão observando e avaliando a carga emocional das notícias que surgem sobre o mercado de acções: notará que, antes do mercado iniciar uma subida milionária, todos, incluindo amigos e colegas, canais de televisão, semanários económicos, estão a dizer coisas muito negativas dia após dia, semana após semana. Pensamento contrário é também perceber que comunicar é sobretudo influenciar. Nenhum interveniente na cadeia de informação jornalística é imparcial e a informação que nos chega foi criteriosamente seleccionada em função de naturais interesses comerciais e financeiros.
Muitas notícias, quando dizem coisas como «Acções das tecnológicas sobem 50%», referem-se a realidades inúteis para o investidor profissional, porque reportam-se a meses e meses no passado, não sendo obviamente possível voltar ao passado para ganhar esses 50%.
O pensamento contrário também significa ter presente que as estratégias e métodos usados por 90% dos investidores podem estar errados ou falham em algum ponto, dado que a grande maioria, se não perde, pelo menos não consegue ir muito longe na Bolsa.
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Parte I: Investir na Bolsa
É difícil ganhar dinheiro na Bolsa?É arriscado investir na Bolsa?
Como funciona a Bolsa?
A Bolsa é equiparável a um casino ou jogo?
A Bolsa é uma selva, não é?
Que tipo de formação é mais aconselhável?
Quanto tempo demora até se conseguirem resultados aceitáveis?
É boa ideia pedir ajuda a um amigo que é profissional?
Como posso acelerar os ganhos?
Alavancagem: fazer mais com menos
É boa ideia contrair um empréstimo para investir na Bolsa?
Devo aproveitar todas as boas oportunidades que surgem?
É possível perder todo o dinheiro?
Como posso começar?
A oscilação das cotações é ao acaso ou é previsível?
Quanto posso ganhar na Bolsa?
Que acções posso comprar?
E se eu tiver acções e ninguém as quiser comprar?
Como se definem os preços de compra ou venda?
É difícil começar?
Como transmitir ordens de compra ou venda?
Quanto preciso para começar a investir?
E as comissões de corretagem?
Que cuidados devo ter com a minha corretora?
De quantas empresas devo comprar acções?
Como posso investir com menos risco?
Posso comprar acções através do meu banco?
E os dividendos?
Posso transmitir ordens quando o mercado está fechado?
Limitações e potencialidades do investidor particular
Parte II: O mercado
A mecânica do mercadoAlteração da lógica do mercado
Acções baratas sobem primeiro
Detectar o início da subida
Qual é o melhor índice para seguir?
Os mercados bolsistas e os câmbios
É melhor investir a curto, médio ou longo prazo?
O mercado raramente muda
O tempo e os resultados
Velocidades diferentes, expectativas diferentes
O mercado tem uma vida própria
As tendências de mercado
O que faz mexer o mercado?
O mercado é uma corrida de «cavalos»
O mercado de acções e a economia dos países
Um mundo com regras próprias
Para onde vai o dinheiro?
Parte III: Desenvolver a sua estratégia
Saber em que fase está o mercadoUtilizar um sistema de investimento
Na Bolsa não se prevê o futuro
Será que os padrões funcionam?
Acompanhar os índices ou empresas individualmente?
Na Bolsa, a História repete-se
Utilizar as notícias
Perceber que resultados iremos obter
Parte IV: Análise de acções
Selecção de títulos: os amadores e os profissionaisAnalisar as acções
Como são constituídos os padrões de mercado?
Como são analisadas as acções?
Manter a simplicidade dos métodos
Investir em pequenas ou grandes empresas?
Recuperação de perdas
Ferramentas para análise de investimentos
O problema dos gráficos
Sistemas «mecânicos»
Métodos que usam inteligência artificial
Os métodos funcionam sempre?
Exemplos de métodos
Ter em conta os resultados trimestrais e anuais
Compra institucional: o movimento dos gigantes
O método «piggy-back»
Aperfeiçoar os métodos
Vigiar a nossa posição
Monitorização de resultados: um exemplo
Influência da legislação
Analisar as notícias
A personalidade das acções
Parte V. Aspectos psicológicos
Aspectos psicológicosInvestidores versus especuladores
O real motivo para investir na Bolsa
Interferências emocionais
Estar sempre no mercado?
Vender sempre ao fim de um período fixo?
O lugar da hesitação
As tentações
Manter simples a nossa leitura do mercado
Os níveis de ignorância
O mercado tem sempre razão
As ondas do mercado
Utilizar o «pensamento contrário»
As suas opiniões valem mais
Não se apaixone pelas empresas
Saber é fácil, fazer é difícil
Estilo de vida e Educação
Visão integrada dos investimentos
Agarrar as oportunidades
Parte VI: Teorias relacionadas com investimento em acções
Teorias relacionadas com investimento em acçõesA teoria Dow
As ondas de Elliot
O Efeito-borboleta e a Teoria do Caos
Parte VII: A vida de grandes investidores
Perfil dos grandes investidoresJesse Livermore
Daniel Zanger
Warren Buffet
Parte VIII: Manipuladores do mercado
Ouvir os analistas e comentadores?Cuidados com a Internet e a Comunicação Social
A quem interessa a diversificação?
«Pump'n'dump»: manipulando investidores inexperientes
Conclusões
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